quarta-feira, fevereiro 28, 2007

RTP, uma arte excepcional de vender vento

A verdade é que enquanto estiver no ar um programa tacho com o idiota do Diogo Infante e, o comportamento irritante revelado por Fátima Campos Ferreira nos últimos Prós e Contras ensaboadelas, o resultado liquido positivo da RTP só mesmo em 2070

"A Queda de um Anjo em Cima de um Homem..."

Esta obstinação de criticar e ajuizar o regresso de Paulo Portas é de uma desventura e egotismo desagradável. Giovanni Ganganelli, Papa Clemente XIV, já dizia que a vida contemplativa não convêm senão aos anjos; o homem deve agir. Amanhã, por esta hora, depois do discurso, cada senhora na flor da meia-idade e, da terceira idade, vai estar em êxtase absoluto, rejubilará com tamanha brutalidade o entusiasmo orgásmico do regresso luxuriante do anjinho invertido de nome Paulo Portas. Paulo Portas, o aprazedor das intemperanças das senhoras de Chanel nº 5 e das catraias de odores afanecados.

sábado, fevereiro 24, 2007

O Desconhecimento da Máquina Mental


Nós estamos apenas a começar a compreender as funções mentais mais simples em termos biológicos, estamos muito longe de ter uma neurobiologia realista das síndromes clínicas

Um apontamento à entrevista de Eric Kandel, Nobel da Medicina e da Fisiologia em 2000, na revista Visão desta semana. Kandel acredita que o século XXI irá desvendar os segredos da mente e das suas doenças. O seu trabalho de investigação centra-se na capacidade memorística, ou seja, o que acontece às células cerebrais quando a memória é formada e, igualmente, se centra nos processos de aprendizagem ao nível sináptico (contactos entre neurónios). O contributo da lesma marinha (Aplysia puntacta) foi fundamental para a investigação de Kandel devido à pequena quantidade de neurônios, aproximadamente 20 mil, no seu sistema nervoso. Outra vantagem da utilização deste animal, é que os neurônios são sempre organizados da mesma forma. Contudo, a intensidade de conexões entre os neurônios pode ser modificada através da influência no processo de aprendizagem. A aprendizagem envolve a formação de memória e, a memória, desencadeia alterações no sistema nervoso central. Kandel demonstrou que a memória modifica as sinapses no cérebro sendo esta uma descoberta de extrema relevância. Além disso, demonstrou que a memória de curto prazo modifica as sinapses já existentes e, a memória de longo prazo, envolve a criação de novas sinapses.
A compreensão de como ocorre a formação da memória e os processo de aprendizagem no âmbito sináptico, pode auxiliar no desenvolvimento de fármacos, para serem administrados em perturbações neurológicas como a doença de Alzheimer e outras doenças mentais. Kandel defende que o treino da memória pode atrasar a doença de Alzheimer, uma vez que, crescem novas ligações sinápticas. Por outro lado, uma pessoa de memória extraordinária tem a sua criatividade comprometida.

Polyphonie Sauvage

Sente-se a leveza da voz, os intervalos e as pausas, uma discreta melodia na suprema doçura da voz de Émilie Simon num enredo casto fruto de uma pose girlish. A fragilidade desta cantora e compositora francesa alcança derradeiras quimeras. Em contemplação, o silêncio é habito por, Le Vieil Amant de Émilie Simon do álbum Végétal.

In(e)vasão Sacra

Angels' Mass, Albrecht Dürer
Em propensão sócio-cultural, a Baixa-Chiado consagra a música sacra nas Igrejas da velha Lisboa. O III Ciclo de Concertos de Música Sacra decorre alternadamente na Igreja de Santa Maria Madalena e na Basílica dos Mártires, à excepção, dos dois últimos agendados para a Igreja da Encarnação e de São Nicolau. Os concertos são realizados com o apoio do pelouro da Cultura da Câmara Municipal de Lisboa.
O programa entre domingo e 25 de Março, apresenta obras de Duarte Lobo, Damião de Góis, Tomás Luís de Victoria, Domenico Scarlatti, Johann Sebastian Bach, João Rodrigues Esteves, Orlando di Lasso e Frei Manuel Cardoso, entre outros. A interpretação do repertório fica a cargo dos Coral Vértice (grupo vocal masculino fundado em Outubro de 1974 por membros do Coro Gulbenkian. O grupo interpreta música da Idade Média até aos nossos dias, incluindo música erudita – sacra e profana – e tradicional, com especial relevo para a Música Portuguesa), Voces Caelestes, Vox Canónica (formação coral de Câmara de vozes mistas, sob a Regência Musical de João Luís Ferreira. O repertório, sob a égide do Canon e do Latim, integra composições de Canto Gregoriano, Música Sacra Polifónica, Cancioneiro Medieval. Neste concerto apresentam «O Mistério Doloroso», peças sobre a Paixão de Cristo da Idade Média até ao séc. XX.), Polyphonia Schola Cantorum e o Quintare.
Entre 15 de Abril e 27 de Maio poderão ser ouvidas a Messe de Nôtre-Dame, de Guillaume de Machaut, obras de Diogo Melgaz, Anton Bruckner, Benjamin Britten, Paul Hindemith, Heitor Villa-Lobos, Jan Jiresek, Gee-Bum Kim e Gonçalo Lourenço, entre outros. A voz deste reportório é projectada pelos Ensemble Vocal Mensura, Coro Odyssea (constituído por 16 cantores sendo o seu principal objectivo levar a palco obras de compositores ainda vivos, entre estes também o próprio maestro do grupo, Gonçalo Lourenço e um dos seus cantores, Ricardo Martins), Coro Polifónico Almada, Ensemble Capella Mundi, Coral Vértice, Polyphonia Schola Cantorum, Concentus Musicus de Lisboa, Voces Caelestes.

quinta-feira, fevereiro 22, 2007

"O Desprezo É A Doença Mais Perigosa do Estado"

É de uma insolência lancinante a argumentação da actualidade política numerária “ainda não há qualquer decisão política final sobre a questão da rede de urgências”. A consideração pelo eleitorado passa pela providência da não abertura ao diálogo, da inexistência de explicações relativas à requalificação das urgências e, sem sombra de remorso, fazer do povinho otário e provinciano colocando em causa a qualidade de vida das pessoas.
A competência do Ministro da Saúde tem sido silenciar os autarcas com propostas de melhores transportes como uma forma de melhorar a acessibilidade às urgências. É notório que Correia de Campos, o despótico trapalhão, tem plena consciência onde se encontra geograficamente a população mais envelhecida de Portugal. Também revela um profundo conhecimento do território, da população dispersa, das particularidades das estradas do interior do país e, que a salvação de uma vida passa por uma questão de quilómetros e não de segundos. Até estou confiante que esta gente, alapada à capital, ao centralismo, vai apostar numa frota de helicópteros-ambulâncias bem apetrechados ao serviço da comunidade, mesmo porque, os recursos humanos vão aumentar no novo mapa das urgências. Aprecio que estes novos investimentos vão ser ainda mais dispendiosos justificando aquela máxima, mais dispendioso é bom. Já o Orçamento de Estado foi uma miragem.
Esta gente do povo sem grande granjeio, lá das terrinhas, possuem uma dinâmica económica reduzida e, o melhor, para este Governo, é mandá-los para uma espécie de matadouro virtual.

Exigência de Ordem Em Casa

terça-feira, fevereiro 20, 2007

A Inexistência da Sombra

Apesar da recta final do Carnaval, é perfeitamente normal que ninguém faça o balanço dos dois anos da Oposição… Esta santificação inútil são os primeiros sintomas do despotismo moderno, coloco em causa se ainda existe o direito de Oposição na CRP…

Reflexões para Felizes Poucos

Apesar de ser Carnaval, parece espantoso como é que um Governo já dura há dois anos em Portugal…

domingo, fevereiro 18, 2007

Atmosfera Carnavalesca

Max Beckmann, Carnival (Fastnacht), 1920
As comissões carnavalescas alastram-se e, na minha descortesia do costume, desprezo as estroinices abrasileiradas, olharapos e cabeçudos. Chic chic é forrobodó o ano inteiro! Nestes dias vou imaginar que me encontro num quarto obsceno da Brandoa, em vez de um quarto luxuriante em Montparnasse, e inspirar-me na genialidade dos "escritores" portugueses do top da fnac e, remeter-me, para a condição deplorável de escrever com a total convicção de mandar o original para a editora Cavalo de Ferro.

Sim… sou pessoa para ter o condão de escrever os mistérios das capelas alentejanas e as premeditações assassinas de microrganismos encrostados no Graal sob a artificialidade nietzscheniana na vanguarda do pós ateísmo fleumático na descristalização monoteísta e nas preflorações al gorianas em oposição às manjedoiras bélicas terrestres, em morfinização dos testículos cheios dos madeirenses na perspectiva tecnófila da descodificação das maçonarias, com a revelação da cor do cavalo azul da Prússia, em secretismos suburbanos do informador da conspiração da comunidade rastafariana sob influencias iraquianas em ângulos pederastas de Safo dos aspectos biográficos da costureirinha da indumentária pombalina em paradoxo às ovações entusiásticas de Salazar, cimentando-se o tratado apolítico hediondo aos antídotos das idolatrias do eu nas consequências dos círculos concêntricos de sol que secam a superespecialização-estandardizado-merdosa do sujeito.

sábado, fevereiro 17, 2007

Apanhando o Balanço

Ia tendo quase um espasmo animal, a JS existe, e excede-se a desenvolver temas prioritários como o emprego e habitação, Europa e ambiente??? Fónix que exuberância!!! Uma pessoa a pensar que estes exemplares de perfeição humana eram mero requinte decorativo socialista... Afinal são elegantes cumpridores dos desígnios superiores mas, assim como assim, fiquei de cabeça às avessas e, então para quando o referendo sobre o casamento entre homossexuais? Só pró ano? Assim como assim, depois do Carnaval, o povo não tem nadica de nada agendado pra fazer…

sexta-feira, fevereiro 16, 2007

Polyphonie Sauvage

Se a chuva dança sob a terra, a luz escura e intimista contrasta efectivamente com Under an Old Umbrella de Marissa Nadler, a triste, sonhadora e hipnótica contadora de histórias de Massachusetts.

Dependência Poética

John William Waterhouse, The Charmer
Porque ouves com tristeza a música a ouvir?
O mel se casa ao mel, a alegria ao prazer.
Por que amas o que acolhes descontente,
E gostas com prazer do que não te apetece?
Se a perfeita união de sons bem combinados
Em feliz himeneu ofende os teus ouvidos,
Ela não faz senão doce censura a ti
Que unces numa só voz as que soaram
sozinhas.
Nota como uma corda, enamorada doutra,
A ela vai-se unir em acordes harmónicos,
Semelhante ao pai, ao filho, e à mãe feliz
Que cantam num só tom uma área
encantadora,
Um canto sem palavra e embora numeroso
Um só parece e diz: "Sozinho, serás nada.".
William Shakespeare, Sonetos

Memorável Naturalismo

A partir de hoje até Maio, o Museu do Chiado apresenta os primeiros 26 anos de vida artística de Columbano Bordalo Pinheiro (1857-1929). Esta exposição assinala os 150 anos do nascimento do pintor, apresentando 90 obras, entre pintura e desenho, onde predominam o retrato e a composição de cenas quotidianas da burguesia portuguesa. Um dos mais prestigiados pintores realistas e naturalistas portugueses, Columbano Bordalo Pinheiro frequentou a Academia de Belas-Artes de Lisboa, onde foi aluno de Simões de Almeida, escultor do romantismo português. Concluiu a sua formação em quatro anos, em vez dos curriculares sete, e estudou em Paris, sendo discípulo de Manet, Degas e Deschamps. Entre os seus quadros mais conhecidos, destacam-se as representações dos seus amigos Ramalho Ortigão, Eça de Queirós, Teófilo Braga e Antero de Quental, as pinturas da sala de recepção do Palácio de Belém, os painéis dos “Passos Perdidos” da Assembleia da República e o tecto do Teatro Nacional.

quarta-feira, fevereiro 14, 2007

Monólogos Dramáticos

Metamorfose de Narciso (1937), Salvador Dalí

Tenho a dizer que não lamento ter ofendido, ou ferido as susceptibilidades das criaturas queixosas com o post A Vitória do Capitalismo às 10 Semanas. Acrescento, face às vossas pretensões, que a cobiça do Humanismo é uma teoria que caiu em desuso, por isso, ignóbeis parasitas, para interpretarem a expressividade da Humanidade dos nossos dias, é aconselhável a fazer-se uma leitura proporcional aos gestos e proporções que acontecem na realidade.

O lema é proclamar-se a deliberação voluntária dotada de bom senso, se a mulher não deseja ter o filho sob a égide e responsabilidade do "parceiro", não o deve fazer, uma vez que, a atitude egocêntrica de ambos será um “mal” benéfico para aquele ser.
Além disso, a falada modernidade de uma sociedade, passa simplesmente pela ousadia de nascer. Sendo impossível um feto usar a razão, a possibilidade de uma futura convivência com mulheres que lutam pela sua autodeterminação de supermercado e cartão visa, pela preservação do corpo feminino contra o que se pode chamar agressões fisiológicas da gravidez e do parto, e que lutam contra os traumas psicológicos que surgem ao aturar e não educar uma criança, estão a agir em benefício do feto enquanto criança vindoura e infeliz.

Acredito que tal como o acto de abortar, o desejo normal de ser pais, amar e educar, devia ser acompanhado por assistência e avaliação psicológica, na medida em que, várias impotências cerebrais usam os filhos como suporte de benefícios económicos provenientes dos avós, do Estado, como sustentáculo de uma relação falhada e cartão de fidelidade para o mundo dos adultos emancipados e integrados socialmente, com a agravante de os papás desejarem manter um conceito idealizado de eles próprios como seres completos e omnipotentes, desejo de se duplicarem, desejo que o filho corresponda aos ideais e, ainda, a ideia que o filho encerre relações anteriores falhadas.

Esta panóplia de observações não corrobora com a emancipação do corpo, da busca pelo prazer, da sexualidade e a construção do acto de pensar dos homens e das mulheres.
Dadas as circunstâncias políticas e económicas do país, este referendo foi desnecessário, descabido, de afirmação política e folclórico. No âmbito da CRP (Constituição da República Portuguesa), e em consonância com os seus princípios, uma despenalização faz sentido ser discutida em Assembleia. Os debates públicos sucessivos, somente acentuaram que a mulher continua a ser um objecto que serve o capitalismo e os meandros da máquina social.

Polyphonie Sauvage

Aos amores impossíveis, submissos, incertos, armadilhados, eternos enquanto duram, triunfais, pacificadores, sufocadores, sublimes, divinos, excêntricos, frenéticos, fatais, sangrentos, obsessivos, irrepetíveis, absurdos, gulosos, esquizofrénicos, ideais, imaturos, tranquilos, hediondos, sofredores, vividos, passados, renovados, únicos, ao meu amor, ao teu amor, ao nosso amor, ao vosso amor. “Hoje é dia dos cretinos!”
Em Polyphonie Sauvage, Tom Tom Club em refresh funky mode com Genius of Love. Recordam-se?


segunda-feira, fevereiro 12, 2007

Surrealismo Português

Mário Cesariny, homem das artes e da palavra vai ser homenageado na ArtMadrid, que decorre entre os dias 15 e 19 no Palácio de Cristal. A exposição conta com cento e doze quadros e dois filmes inéditos sobre a vida e obra de Mário Cesariny, o pintor e surrealista. A iniciativa é promovida pela Perve Galeria que expõe obras de diferentes períodos da obra de Cesariny, representativas do seu percurso artístico desde 1949, data da primeira exposição surrealista em Portugal, até às últimas obras. Os dois documentários a exibir na Feira foram realizados pelo galerista Carlos Cabral Nunes e intitulam-se: «Cesariny», com alguns episódios da vida do poeta, marcada pela originalidade, e o documentário «...e o passeio do cadáver esquisito», que coloca em cena o processo que levou ao reencontro das três grandes figuras incontornáveis do surrealismo em Portugal, Cesariny, Cruzeiro Seixas, Fernando José Francisco. A Perve Galeria vai igualmente promover a obra de artistas dos países de expressão oficial portuguesa no âmbito do surrealismo, como Malangatana, Manuel Figueira, Reinata e Shikhani.

A Vitória do Capitalismo às 10 Semanas

Não é de estranhar, numa retórica clássica, que os Deuses ficaram furiosos com os resultados de ontem e andaram a tremelicar terras lusas, e precisamente, nas zonas geográficas onde o SIM se manifestou categoricamente. Coincidências ou não, é conveniente não deduzir quaisquer conclusões daquela gente que foi “coisa”, que se tornou um ser cívico e ousa ser sindicalista ou, de falsa esquerda, e celebram a vitória do SIM com champagne. A clandestinidade mental desta gente passa por fazer do referendo um acto divertido. Por isso, posso incentivar a realizarem por cada aborto cometido uma festa e para a malta catraia uma rave. A gaja aborta e celebra-se, soltam-se os foguetes, a malta pula e salta, batem palmas, andam aos pinotes, se for preciso fazem mosh para o meio da plateia, os amigos mais próximos brindam, gritam-se palavras inaudíveis e até se chora de emoção. Desrespeito por desrespeito pela mulher, e pela vida, e face à instalação de clínicas privadas abortadeiras, o BES já deve estar a planear, para quem não tem pais ricos, e não ganhou a lotaria, o empréstimo ao aborto.

quarta-feira, fevereiro 07, 2007

Saúde pela Hora da Morte

Estou muitíssimo admirada com o Governo socialista, porque ainda não se lembrou de implementar uma medida Ultra-Simplex, para combater a despesa do Sistema Nacional de Saúde. Uma medida viável e eficaz a curto e a longo prazo. Há que propor que os doentes internados, habituados a cuidados intensivos, ligeiros, cama e roupa lavada, cumpram com as suas obrigações laborais, como se vê na foto, reduzindo deste modo, os recursos humanos de cada unidade hospitalar do país. Evidentemente já não se queixavam por falta de macas…

Soares Faz Birra


Parece que aquele programazinho “Grandes Portugueses” não é do agrado do Doutor Mário Soares, "disparate de princípio ao fim". É antipático e aborrecido que as descrições dos feitos democráticos do Doutor Mário Soares, tão bem ensinados e incutidos nas cabecinhas dos jovens portugueses no sistema de ensino no âmbito da História Contemporânea Portuguesa, conferiram-lhe uma existência bastante redutora, é que nem nos 10 primeiros o ronronante imbecil se encontra!

domingo, fevereiro 04, 2007

O Mundo Ainda É Dos Homens?

Honra seja feita a Mary Shelley com a sua frase: "I do not wish women to have power over man, but over themselves”. Num mundo invertido, considero escandaloso, uma categórica cretinice, uma asquerosa malevolência do ignorante, do doente mental, do perverso maquiavélico e do institucionalista, que compõem a panóplia dos GAP (Gajos Agarrados ao Pau), sabendo que, o tráfico de mulheres gera 25 milhões de euros e as medidas para combate-lo são escassas! E o tráfico de homens? Onde é que anda o tráfico sexual masculino? Será que existem relatórios divulgados? Obviamente que não! A inteligência elevada de uma mulher, no seu estado de juízo perfeito, não permite gastar um tusto com um gajo pois, “sexual pleasure in woman is a kind of magic spell, it demands complete abandon, if words or movements oppose the magic of caresses, the spell is broken.” Simone Beauvoir.

O Relógio de Domingo


1

A ausência é um espelho
É ele que te vê A face negra
que para ti abismo e infinita noite

desdobra
está tão perto que o seu
choro te molha

2

Esquece o espelho,
a memória que
cresce e morre, o dia
que copia a escuridão Daí

não há regresso Mas o
rosto sem luz vence-te
como se a vida visses com os olhos
da face enevoada
Gastão Cruz, As Pedras Negras

Aluações

Em nostalgia, o meu poema de eleição, "Lua Adversa", aos 12 anos de idade...

Tenho fases, como a lua.
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua...
Perdição da minha vida!
Perdição da vida minha!
Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha.

Fases que vão e que vêm,
no secreto calendário
que um astrólogo arbitrário
inventou para meu uso.

E roda a melancolia
seu interminável fuso!

Não me encontro com ninguém
(tenho fases, como a lua...)
No dia de alguém ser meu
não é o dia de eu ser sua...
E, quando chega esse dia
o outro desapareceu...
Cecília Meireles, Vaga Música

quinta-feira, fevereiro 01, 2007

Economia da Defecção

O destino com certeza exerce uma forte influência nas nossas ideias e opiniões, pois juro solenemente, que não recebi dividendos, para estar em concordância com o CDS/PP, numa amplitude de sugestão de demissão daquela gente mercenária socialista incompetente. Tendo um ego-consciência existencialista e literário, recordo que Igor Stranvinsky, defendia os mistérios insondáveis de todos os trabalhos produzidos pelo homem. Afirmou que o dinheiro podia estar “cheio de ilusões, como quando substitui o valor intrínseco de um objecto ou de uma actividade, mas é igualmente um material para ser utilizado, como barro nas mãos de um escultor, para fazer um mundo e sustentar uma comunidade”. Uma frase que nos dias de hoje, é sequiosa de liberdade e autenticidade, uma vez que, o Ministro Manuel Pinho e o governo socialista optam por uma retórica, como sempre, enganadora, redutora, de uma economia de causa-efeito simplisa. Por tudo isto, creio que os salários dos portugueses e os excrementos não são metáforas tão inverosímeis assim. Passo a reflectir, os salários baixos oferecem a oportunidade única e invejável do apertanço ao meio do mês, do acordar às seis da manhã, meter os putos na escola, ir trabalhar, senão for desempregado, do endividamento, dos papos secos e latas de salsichas. Os excrementos fazem-nos voar para as teorias do Antigo Egipto, da fantasia heróica de auto-reprodução de escaravelhos que rolam numa bola de merda e, devido aos poderes mágicos advindos sei lá de onde, parece que se reproduzem imensos escaravelhinhos. Resumindo e baralhando, os salários baixos dos portugueses, em analogia ao resto da Europa, centram-se numa ideia tão antiga como a de grandiosidade e de um atractivo divino de investimento exterior, enquanto que, os excrementos é o que sobra aos portugueses. Ou seja, a cada português compete o ter de treinar a sua defecção, sem recorrerem aos iogurtes bifidus activos, na medida em que, é através da formação da vontade do corpo de aprender a reter e a soltar a excrementada, que os portugueses vão aprender a gastar e a poupar o salário medíocre que recebem, tudo isto, numa epopeia egipteniana de reprodução de escaravelhos até ao final do mês. O dinheiro é um objecto que me faz evocar esta ambivalência bipolar. Contudo, o que os antigos nos transmitiram é totalmente ignorado ou desconhecido. Quanto a mim, ainda me parece jeitoso e útil este princípio da obra, Arte e Socialismo, de William Morris, um visionário das artes e ofícios, do grafismo, da literatura, e um dos fundadores do movimento socialista em Inglaterra, “a cada homem disposto a trabalhar deveria ser garantido: em Primeiro lugar, um trabalho honrado e adequado; em Segundo, uma casa saudável e bela; em Terceiro, lazer total para o descanso da mente e do corpo”.

Ficções pela Câmara de Lisboa

Jornalista Aluada: Doutor Carmona Rodrigues, a questão que lhe coloco é a seguinte: o senhor candidatou-se ao cargo de Presidente da Câmara de Lisboa por amor ou por interesse?
Carmona Rodrigues: Bem, vamos lá ver... a cidade não pode parar e, acho que essas questões são sempre relativas e o veredicto é feito no dia eleições, que há-de ser só em finais de 2009. Temos um plano e orçamento para 2007 aprovado, em vigor, tivemos ontem uma reunião pública de Câmara em que foram aprovadas todas as propostas discutidas e portanto não há condições efectivas de pensar que não há condições de governar!
Jornalista Aluada: Doutor Carmona Rodrigues, a questão é simples, e o senhor não está a responder, peço-lhe que me diga, se se candidatou por amor, ou por interesse, ao cargo de Presidente da Câmara de Lisboa?
Carmona Rodrigues: parece-me claro que a cidade não pode parar e olho da mesma maneira para isso... Acho que essas questões são sempre relativas e o veredicto é feito no dia eleições, que há-de ser só em finais de 2009. A nossa equipa está unida, está sintonizada com a Assembleia Municipal, com o PSD, que nos elegeu para levar o mandato até ao fim, com firmeza e com determinação.
Jornalista Aluada: a mim parece-me claro que o senhor não quer responder à devida questão!
Carmona Rodrigues: garanto que efectivamente a cidade não pode parar, é um ponto acente. E o facto de me ter tornado Presidente da Câmara de Lisboa, é no fundo ter me tornado pouca coisa! Porque a verdade tem de vir sempre à superfície e coligações é um requisito preditor de fracasso. E não tenho chatices nenhumas, quem arranja chatices é a comunicação social e a baixota loira do cds. Por isso, creio que deve ter sido por amor, porque interesse propriamente dito... humm... vamos lá ver, epah a cidade não pode parar, e há condições para isso... pronto, admito que não tenho interesse nenhum na Câmara... epah é que nem um cadinho...

Ambientalistas Apelam a «Apagão» Entre as 18:55 e 19:00


Epah parece-me que Portugal é um candidato sério para aderir ao movimento do apagão, com e sem cegonha, face ao aumento da coisa e, se for preciso, o pessoal retorna ao relinchar da cama de luz apagada pró poupanço do bolso e da Terra.

Imbolic

Em Maré de Curtas


Corria o ano de 1982 e Tim Burton realizou o seu primeiro trabalho em slow motion, Vincent, que retrata um rapaz de 7 anos de idade, Vincent Malloy, que apenas desejava ser como Vincent Price. A narração fica a cargo de Price, um dos melhores actores de cinema de horror.

Balance, é a curta metragem de animação dos irmãos gémeos alemães Wolfgang
e Christoph Lauenstein, foi galardoada com o Óscar de melhor curta de animação de 1989.


Se de um lado temos um mundo triste e cinzento, do outro, temos um inventor que vive de memórias da infância. More de Mark Osborne, é uma curta indicada para Óscar em 1999, e recebeu o Prêmio Especial do Júri de Curta Metragem do Festival Sundance.

domingo, janeiro 28, 2007

Polyphonie Sauvage

Lá fora a chuva, as horas que agonizam, instala-se o frio e o vento ao largo num movimento, Neo-Clássico/Etéreo e Neo-Medieval, devolvido pelos italianos Ataraxia aliados aos Autunna et sa Rose, que junta o material dos seus primeiros três álbuns, num projecto digipack intitulado Odos Eis Ouranon - La Via Verso il Cielo.
Trata-se de um álbum de 2005, ao vivo, na Igreja de St. Michele, em Rodvigo, que é trazido pela mão da distribuidora portuguesa Equilibrium Music.

Por rubores múltiplos, em registos lentos, profundos, por reflexos misteriosos da condição do homem, por ciclos de nascimento, criação, declínio, morte, descanso, e o renascimento de todas as coisas, por contornos distintos e livres que apenas nos rendem à melhoria, a música será o nosso guia.

No Cabeças com Asas gira: Ophélie, Ataraxia. Faça duplo click e oiça: Les Tisseuses Lunaires, Ataraxia; Caresses aux Coeurs, Autunna et sa Rose.

quarta-feira, janeiro 24, 2007

Despenalização do Aborto = Banalização da ....?

Em conversas madrugadoras com um amigo homossexual, questionei-o acerca da despenalização do aborto. O bicho considerou que é desesperante e denota uma certa torpeza a forma como a sociedade está a lidar com o referendo do próximo dia 11 de Fevereiro, face às perspectivas encavalitadas, e pouco instruídas que são dinamizadas pelos meios de comunicação. Acrescentou também, que os heterossexuais não estavam a alcançar de todo o âmago da controvérsia que se centra, tanto no antecedente, como no consequente, visto que, as coisas quando são observadas à lupa parecem sempre um pouco maior do que aquilo que são e, a questão, passa simplesmente pela banalização da foda.
Sem reservas, multiplicou-se uma série de dúvidas patrocinadas por Jack Daniels que atacava os meus neurónios menos aptos da minha adorada mente megalomaníaca. Se estamos perante um problema de banalização da foda eu pergunto: será que devemos legalizar e legitimar o direito à foda banal? Será a foda banal uma irresponsabilidade? Um desenvolvimento moral fungoso de um estádio 5 não superado? Um direito do maior interesse cívico? Um dever de todo o cidadão nacional? Será a foda banal uma forma de liberdade de expressão artística? Por uma dezena de fodas banais por dia, a mulher deve ser considerada uma devassa? Será constituída arguida? É uma questão de vandalismo e ausência de dignidade sobre o corpo humano? Será uma questão de egoísmo? Deus ficará chateado connosco? A foda banal norteia-se por alguma espécie de ética e valores? É um tipo de influência social? Portugal reúne as condições psico-sociais e as infra-estruturas necessárias para a banalização da foda? Não terão os portugueses de ir dar fodas banais a Espanha? Ou dá-las em escapadinhas esconde-esconde sob uma configuração reprimida? O 25 de Abril proclamava o direito à liberdade e garantia da foda banal? Deve ser comparticipada pelo sistema nacional de saúde? Os adolescentes devem ter acções de planeamento familiar sobre a foda banal? A instrução pedagógica nas escolas portuguesas de como dar uma foda banal correctamente deve ser aprovada? A intrução deve ser dada em inglês aos discentes? Pois...
A realidade das ruas tem uma ressonância curiosa sob ângulos freudianos e primitivos, muitas das acções humanas têm um carácter fálico, e com ou sem despenalização, o facto é que uma mulher “fá-lo-á”.

Ela Nunca É Facilmente Esquecida


Existem fêmeas de esquerda que são uma espécie de filisteu camuflado. Elas parecem ser adeptas de ideias mas, não se deixem enganar por esta espécie mal parida... são senhoras de propostas práticas incutidas por uma acção racional weberiana, em que a relação por um certo objectivo é determinada por expectativas no comportamento tanto dos objectos do mundo exterior, como dos outros homens, e utiliza essas expectativas como condições ou meios para alcançar fins próprios racionalmente avaliados e perseguidos, que possam ser contabilizados em melhorias para a sua vida pessoal. Este é o retrato epistemológico de uma fêmea emancipada de esquerda, como a senhora eurodeputada Ana Gomes, que se transacciona entre dádivas comunitárias e o show imundo da imprensa.
Os voos da CIA é um facto político e social de interesse porém, a nossa pequena pátria não tem uma linha 0800 com os E.U.A.. Parece que estes são os resultados e segredos de vivermos em democracia amordaçada num auditório economicista.

domingo, janeiro 21, 2007

Hey Honey Take a Walk on the Dark Side

The Chez Girls é um documentário fotográfico de Ondine Whitman sobre um peculiar grupo de strippers de Tenderloin, as esclavagistas da noir culture, da mera sobrevivência, encostadas à morte, às recompensas gastas, aos distúrbios da alma e às parafilias malvistas. A vida resumindo-se a uma mera confirmação fodida, a uma doença sexual transmisível, a um prazer em território de machos é uma ferida sinistra em linhas rectas que se cruzam. O post é dedicado ao meu amigo T..

" Karen was the smart one, always watching her back. She looked like she'd been around the block - a lot.
It was always business with Karen. Even when she was blow drying her hair - you could see her mind busy with calculations of the days revenue. She was charming in a crude sort of way.
I asked her once how she ended up in this particular dive. She was no beginner and I figured that with her 'abilities' she'd be in a better place by now. She gave me a thumbnail. . .What I can piece together is that she was a madame, had a good amount of girls under her, was doing well for herself, got busted and did some time.
I watched her calculated dances and her practiced come-ons and wondered if she would again turn Trick to Trade."




"Jezebel is probably the strongest woman I've met. I'd watch the coldness in her eyes as she stared at her own naked body in a mirror while she danced and then feel the suffocating warmth of her voice when she talked about her dying son.
Jezebel began dancing three nights a week and every other weekend when she found out her seven-year-old son had a brain tumor. Within weeks the tumor had spread. He was in and out of hospitals every couple of days.
One day you're an accountant, at a desk all day, phone calls, lunch breaks, errands, carpools. The next you're given a $20 bill to sit on a man, press against him, hold him, touch him - until he gets off. Trip."


"Casey was sick. Not take some Nyqil and weed kinda sick. More like, cough so much your throat bleeds, so weak you can barely climb the stairs up to the stage.
It was rumored she had AIDS, all anyone knew for sure was how hard she worked. She was at the club every morning and she closed the place every night. When things were slow she'd serve drinks for extra tips.
She told me how much she loved Marilyn Monroe, how she was so beautiful and talented. It was sad to watch Casey dance, sad to watch her drag her lifeless body across the floor, touch herself - not to be sexy but to keep from having to move too much. And the coughing, coughing on stage for minutes at a time. Most men would move to the back of the room, too ashamed and scared.
All this so she could get insurance to cover some of the medical bills.
You can only get the insurance if you're unemployed, and you can only survive if you have an income. So there you are getting paid under the table at a strip joint, just to stay alive."



"Daria was a night girl , which meant Friday and Saturday nights, bigger crowds, drunker men, more competition. This is the time when all the younger/hotter girls came out of hiding. When I first saw Daria, I didn't think much, until I saw her dance.
She came out on stage to "Jungle Boogie", and danced so fiercely that people were held paralyzed in their seats. She danced like she had something to prove.
By the second song she'd done away with her dress and wig. Now she just looked mean - but in a sexy, fetish sort of way.
Out of all the dancers she semed to have the most fun. Flirting with every guy, staring people right in the eye. She was not shy and she was not graceful. She was the perfect Punk Rock stripper."






"The first time I shot strippers, I wasn't sure what to do. This wan't a headshot/fashion shoot. I didn't just want to take some pictures - I wanted to change the world. Show that it means something different to each of us - to survive.
When I came face to face with strippers for the first time - I was shocked - none of them looked like airbrushed Barbie Dolls. They looked so real.
I got Lena and Mona on stage - the owner gives me one last set of instructions, "Make 'um hot."
Christ, could I have gone in a worse direction?? Two girls, lips to necks, hands on asses, lips and tounges, legs intertwined. B grade porn at best. What was I doing, these women were more then this - but I couldn't get past the obvious."

A Liberdade da Neurose Por um Ideal

O Português, George Braque

Entrei numa livraria. Pus-me a contar os livros que há para ler e os anos que terei de vida. Não chegam, não duro nem para metade da livraria.
Deve certamente haver outras maneiras de se salvar uma pessoa, senão estou perdido.
No entanto, as pessoas que entravam na livraria estavam todas muito bem vestidas de quem precisa salvar-se.
Quando eu nasci, as frases que hão-de salvar a humanidade já estavam todas escritas, só faltava uma coisa - salvar a humanidade.

Almada Negreiros

segunda-feira, janeiro 15, 2007

A Bandeirinha Que Está No Topo da Montanha


O Processo de Bolonha também não conseguiu converter a idiotice das criaturas do género sexual feminino, que são finalistas de uma licenciatura armadilhada, supostamente de quatro anos, e que andam em bicos de pés, em extremo high spirit, numa domesticação genial de doutores, de fábricas do saber que experimentam uma arrogância explosiva. Claramente estamos perante um vírus potentíssimo que vagueia por qualquer anfiteatro, aloja-se pelo cu acima, e uma vez alojado, não há nada a fazer!
O povo Moderno causa-me repugnância e desprezo. Estimo todos aqueles que ousam ter a paciência de ver a vida pelo olhar da derrota, e pelo saber esperar do momento que nunca se julga certo. Pois todos esses chegam por si mesmos…

domingo, janeiro 14, 2007

O Apocalipse Literário

Foto Montagem realizada por X

Se Karl Marx teorizou uma economia para o fetiche, a minha aparente obsessão é uma teorização da literatura para o fetiche. Lembram-se do Rocha?
Pois bem, pelas ondas radiofónicas o Luís Miguel Rocha, o autor de “O Último Papa”, que vive da escrita, é um protegido do Vaticano, e assume que tem uma espécie de pacto. À luz da teoria da conspiração, apercebi-me que o Vaticano é o símbolo e a imagem da Besta, e o “escritor” Rocha, um dos sete cavaleiros do Apocalipse, visto que, aos olhos da divindade, a actividade de um presunçoso está efectivamente pactuada com a Besta. O Juízo Final neste mundo pequeno do mercado literário português, é uma espécie de bipolarização anedótica. O estado maníaco é inerente a um beltrano, de sucesso internacional supostamente, que promete em linguagem profética um segundo livro arrebatador que leva ao terminus do pacto com a Igreja, e ao arrependimento amargurado do seu silêncio e obscurantismo dos cabecilhas que rolam em torno de um squash celestial. O estado depressivo, é o zunzum que se instala, da possibilidade mórbida do Rocha, numa alucinação de novo Messias das trevas, implementar uma editora literária ou gargantas-fundas bígamos on action. Este é o sinal olímpico que encontro para o arrependimento dos pecados que não cometo.