
O Processo de Bolonha só me leva a uma conclusão: as Universidades Públicas e Privadas são carteiristas de caviar. Parece-nos evidente o negócio da China.
Se afirmam que século XX foi de servidão, este novo século é um eclipse de homens livres.
Pequenos grandes fracassos criativos, dramas quotidianos, irremediável estupidez, virtudes irónicas, obsessões que ninguém vê. Entre esquinas de gracejos, por dissonâncias atentas, em atropelamentos expressivos sob choques subjectivos. Aqui há voos sem horas.

Se a relação com o mundo externo não cessa, devo dizer que perdi a minha lupa e desliguei-me por momentos do país caquéctico, da blogosfera e marquei encontro com a mão-de-obra local do país real.
Caramba e fez-se luz! Agora compreendo qual é psicanálise que José Sócrates se refere no que concerne às críticas e tipos de lavagens cerebrais dos militantes do partido socialista. Sou forçada a dizer que a maioria do ser humano opta, ou gostaria de optar, por estas psicanálises de esquerda.
Tudo declinou
Portugal assolado por inundações
José Sócrates no debate do Orçamento de Estado ("Orçamento da verdade") para 2007

A propósito da lógica das vedetas literárias de primeira água portuguesa, inicia-se a segunda fase do curso e-learning sobre Promoção da Obra Literária e Disputagem Comercial dos Escribois e das Escrivacas. Sendo, ou não, nefasto ao espírito do ser humano, o livro infame é o mais vendável num sucinto espaço de tempo.
Apreende-se, que as obras de literatura afiada que nos bombardeiam com verdades e conspirações são acolhidas por uma juventude tola, que sustenta as alegorias da caverna de Platão. O grave é que tal literatura é protegida por uma geração mais idosa em que a sonsice, o discurso neo-europeu e o paradigma de se ser culto é um be-bop à marmita de uma minoria indignada, pensante e silenciosa.
O facto, é que todo o escriboi(vaca), tem a sua recompensa e fatia de sucesso por tamanha piroseira editada. O enredo e frases atómicas levam à absorção de todas as empregadas de centro comercial, utentes da Carris e do Metro, falsas mães de família infiéis, clássicas excêntricas, população masculina com perturbações do orgasmo, homens que usam meias até ao joelho, que se sentem sozinhos e tentam reprimir a sua rebarbadice.
Miguel Sousa Tavares pretendeu meter os portugueses a ler, o Cabeças com Asas pretende colocar os portugueses a escrever, a bem do saber nacional, em missão solidária pela cultura de massas e sem subsídios do Ministério da Cultura.
Princípios e Conselhos a Reter Sobre: Promoção da Obra Literária e Disputagem Comercial
- Compreender que o livro é um legado valiosíssimo para a humanidade, porém nos tempos actuais não interessa em absoluto para nada.
- A obra literária é sobretudo um veículo de projectar o escriboi(vaca) junto dos media e dos leitores deserdados de cultura e favorecidos de dívidas financeiras.
- É primordial que o escriboi(vaca) seja um excelente penetra, um general vitorioso nas crapulices do meio editorial e mestre na barbárie da dissimulação.
- As discrepâncias, incoerências e plágios não são uma vergonha. São dignificantes e uma forma de marketing da obra do escriboi(vaca).
- A personalidade e o modo de estar do escriboi(vaca) tem de ser um reflexo contínuo da personalidade, da instrução qualificada, experiência e cultura que os editores e livreiros possuem. Nota, não adianta justificarem que a publicação de livros cretinos e decadentes são estratégias para custear bons livros que uma minoria lê.
- Se possível, anunciar a obra calamitosa um ano antes noutra editora, fazer trapalhices brutais, uma encenação real de espionagem editorial, ficar familiarizado com o meio editorial e apostar na editora do amigo de traduções vergonhosas, capas florais e desconhecimento em artes gráficas.
- Em literatura light a comercialização da obra não é permitido o fenómeno da cerebrelização. A escrita, a divulgação e a venda foca-se somente na consciência anatómica das partes baixas ocultas.
- A luz da ribalta e a publicidade luminosa é conseguida através do esforço árduo do autor na promoção do seu trabalho, ou seja, há que impulsionar a própria vaidade, e oprimir ou gratificar o cardápio de referências, as designadas cunhas.
- O escriboi(vaca) e o editor cúmplice devem ter em sua posse uma agenda de amigos jornalistas e fotógrafos do jet 7.
- Há que alimentar um certo suspense não em torno da obra merdosa mas sim, do escriboi(vaca). O público tem de desejar conhecer a vida íntima, o meio social, a história clínica, história fodal e relações amorosas impossíveis do autor.
- É igualmente indispensável uma pós-graduação na arte de dominar os cordeiros pseudo intelectuais.
Como Identificar um Cordeiro Pseudo Intelectual?
Figuras susceptíveis de se vislumbrar a ideia de infinito concentrada na estupidez natural de criaturas humanas.
Em geral são réplicas fisionómicas, e de estilo, de modelos tão antagónicos e próximos como: Miguel Portas e Paulo Portas.
Figuras que usam bigode, lenços, gravatas às cornucópias ou cabelo despenteado.
O Público, o Jornal de Letras, o Le Figaro e o Courrier Internacional funcionam como acessório de moda.
Idiossincrasias à parte, o engendro de se viver nos extremos é um modo de hipocrisia e o sustento do próprio vício de se ser intruja, isto é, um orgulho por se deambular em cenários do Bloco de Esquerda ou CDS/PP.
15 Passos para Lançamentos e Divulgações de Sucesso
1 – O espaço escolhido para o evento deve ter uma amplitude mediana para que haja sempre “casa cheia”;
2 – Divulgar o lançamento nos meios de comunicação social, livreiros e livrarias das grandes superfícies comerciais;
3 – Há que manter óptimas relações com o forrobodó da pretensa elite portuguesa. São excelentes animadores em qualquer lançamento fastidioso com as suas aldrabadas acerca de uma obra literária;
4 – A expressão corporal e facial, bem como, a elocução oral e imagem devem estar em consonância com os seguintes estereótipos: fashion, putéfia rasca, escanzelada sem prestigio francês, figura humilde autodidacta, metrossexual, quarentão divorciado de sorriso amarelo, ser-se aparentemente inteligente e de humor idiota;
5 – Os lançamentos devem ser à tarde ao final do dia;
6 – Caso se opte por um lançamento em bom estilo revista Caras, deve-se difundir ao máximo o evento “socialite”, sendo obrigatório o uso do livro do escriboi(vaca) na mão ou debaixo do braço durante todo o evento;
7 – Para um lançamento literário ser “de gritos” e bombástico, há que garantir que pelo menos compareçam 15 amigos, 10 conhecidos e 5 vizinhos. Os colegas de trabalho é um mal a evitar;
8 – A presença da figura paterna na divulgação e esclarecimento da obra é uma fiança grotesca para dar credibilidade à obra, ao garganta funda e ao autor de camisas aos quadrados cada vez mais magro;
9 – O beberete, o cocktail é sempre um atractivo, o pessoal de letras e restante sociedade são bichos esfomeados que anseiam por caca;
10 – Convêm um padrinho ou madrinha estar incumbido de demagogia literária, enfiar o barrete ao público numa total ausência de criticas literárias. Haja lugar para disseminar virtudes e o carácter sábio;
11 – Em opção deve existir uma figura na qualidade de amigo de hora de lançamento, que marque o evento com frases ultrajantes tais como (existem piores):
- “Vendeu-se milhares nos E.U.A..” (o livro nem sequer foi editado no estrangeiro…);
- “É uma obra-prima.” (segundo um actor de telenovela da TVI que nunca leu o livro…);
- “É um best-seller.” (o livro tinha saído no dia anterior…);
- “É um escritor brilhante.” (nunca ninguém leu e viu o gajo tão ou menos gordo na vida…).
12 – Promover uma descentralização de cultura bimba sob o triunfo de “pluma caprichosa” e discutir o êxito da obra à la mode do programa “Eixo do Mal”;
13 – O manuseamento dos tops por portas travessas é uma probabilidade para uma terceira edição garantida do livro;
14 – Projectar que o livro vai na 10ª edição, embora na realidade a obra se situa na 4ª edição (talvez conte para efeitos numéricos e contabilísticos os livros que são oferecidos aos amigos);
15 – As entrevistas aos meios de comunicação social são expressamente obrigatórias. É útil cair no ridículo, estar desprovido de factos verídicos nas obras de não-ficção. É desejável rebaixar a concorrência e ser uma máquina de não honestidade sob o paradoxo de personna culta que caceteia o público burrinho.
Duas Citações de Cartola a Usar em Qualquer Lançamento
"Só um livro é capaz de fazer a eternidade de um povo." Eça de Queirós.
"A literatura não é senão uma das críticas multíplices manufacturas da liberdade." Latino Coelho
Como solteirona que sou, ontem a minha situação de estado civil conduziu-me ao desequilíbrio do meu ego, que se revolucionou em apuros depressivos e chocolateiros, perante o mundo civilizado das compras de Sábado. Estava a mademoiselle, eu própria, no El Corte Inglés e senti uma inveja enorme dos vários casais na faixa etária dos vinte e trinta anos de idade, que ostentam alianças de 5 cm de iluminação, a passearem tranquilamente no andar das decorações, efeitos e presépios, prósperos para a quadra da família, para a esperada época natalícia, enquanto uma gaja foi ali, por acaso, comprar meias e lingerie no limiar do fetiche. De facto, o amor é um sonho belíssimo e a emancipação feminina que tanto aclamam, é uma impotência tão grave como uma perturbação do orgasmo.
De 4 de Outubro a 21 de Novembro, decorre a 7º Festa do Cinema Francês em mais de seis cidades portuguesas. O encontro deste festival cinéfilo é marcado por 32 longas metragens. Destaca-se a segunda parte do evento cinéfilo, a ser inaugurado no próximo dia 26 de Outubro, na Cinemateca portuguesa e Instituto Franco-Português. Ao abrigo de 20 filmes, que compõem a história da “Les Cahiers du Cinéma”, dos anos 50 aos nossos dias. Entre clássicas e recentes metragens, propõe-se percorrer a revista emblemática cinéfila reconhecida além fronteiras europeias, e que encerra um exponencial de interesses estéticos, conteúdos políticos, que beneficia ou objecta as obras e autores de cinema. Para os interessados, informações em: http://www.festadocinemafrances.com/.


À luz de uma estrela pequenina

cha e, não receba
um convite pessoal, com lugar privilegiado, entre os editores e aquele intelectual que consentiu que lhe enfiassem o barrete, para o lançamento. Apesar do meu mau feitio, não sou rancorosa, nem me deleito por apresentar um role de queixas insalubres, devo congratular a equipa editorial, e o autor de O Último Papa, pela privação ostentada de traquejo, de inexperiência radicada no pretensiosismo, o desconhecimento do mercado literário e editorial, e o desrespeito pelos colegas editoriais, bem como, o autor em questão do livro O Último Papa de David Osborn, de 2006, editado pela Difel. Longe de mim ser metediça, simplesmente aprecio contemplar as incoerências e as manhosices de quem alimenta o bicho da imbecilidade literária.
Porque é categórico progredir em termos económicos individuais, beneficiando da boa fé e da insipiência de quem ignora que qualquer contacto com uma entidade representativa de Deus e do seu filho é, somente, a manifestação da necessidade de ficar consigo próprio.




O cineasta belga Rémy Belvaux, de 40 anos de idade, faleceu esta terça-feira. Regista-se a homenagem ao realizador de um dos melhores filmes de culto europeus C' Est Arrivez Près de Chez Vous – uma obra-prima dos tempos modernos do trio belga Belvaux, Bonzel e Poelvoorde. A vida de um criminoso, aliçercada na contradição de ser um sujeito bem formado, com uma profunda consciência social e que expressa as suas concepções, é acompanhada por uma equipa que elabora um documentário sobre as diversas maneiras de matar, roubar velhinhas ou criancinhas indefesas e de violar, bem como, apresentam o cenário real da sociedade onde ninguém está a salvo dos comportamentos agressivos, e onde o fenómeno da violência é banalizado pelos media. Uma sátira ao nosso modus vivendi.
Sem romancear os factos… encontram-se sempre desculpas para um bilhete de férias com as individualidades que andam lá por casa. Férias essas que coexistem com os devaneios de rever gente que, em alguma circunstância, se gerou por equívoco um grau de parentesco que nos une lá para as eternidades da nossa esperança média de vida. 